segunda-feira, 26 de maio de 2008


Rádios e TV caseiras dão volta ao mundo

A tecnologia streaming permite que conteúdos de áudio e/ou vídeo possam ser oferecidos em tempo real por meio de uma rede de computadores. Utilizando esta tecnologia, qualquer pessoa que tenha um computador e uma conexão à Internet pode produzir e transmitir online suas programações para o mundo inteiro.
Existem dois tipos de streaming: o de áudio e/ou vídeo. O de áudio é bem menos complexo do que o streaming de vídeo e, por causa disso, apresenta um resultado muito melhor para seus usuários. Outro aspecto importante deste streaming em relação ao de vídeo é que ele pode ser acessado de computadores com menos recursos técnicos.
Para receber o streaming de vídeo, ao contrário do de áudio, a máquina tem que ter alguns recursos técnicos para que o usuário possa usufruir a tecnologia. O streaming de vídeo possibilita que o usuário que está na Internet possa assistir aos vídeos sem ter que fazer download deles para a sua máquina.
O processo de streaming possibilita que um número grande de pessoas possa implantar suas próprias emissoras de rádio e TV em casa fazendo uso simplesmente de um computador e da Internet.
O livro Streaming - Crie sua própria rádio Web e TV digital, da editora Brasport - traz algumas dicas de implementação de uma rádio e uma TV de transmissão. Mostra também como configurar seu equipamento para transmitir o que você criou para a Internet em sua própria casa.
Além disso, toda a teoria dessa tecnologia é abordada, desde os princípios básicos até as aplicações mais complexas do streaming. O livro também se preocupa em mostrar e explicar um pouco os principais programas para você ver e ouvir sua rádio e sua tv. Fala sobre os arquivos de transmissão e também sobre compressão de dados e sistemas padrões para a transmissão de sinais de áudio e vídeo pela Internet.
De acordo com o autor, o streaming já é considerado o terceiro item de maior necessidade na era da Internet, tanto que muitos provedores de acesso anunciam o uso desta tecnologia.
Thiago Porto - 20/10/2005
Comentário:
A tecnologia digital está muito avançada e vem facilitando a expansão das rádios e televisões online. Hoje qualquer pessoa de qualquer lugar pode criar sua própria tv ou rádio com a ferramenta streaming, que tem um nome estranho pra quem não conhece mais como diz no artigo parece ser bem fácil de manusear. Será que com toda essa tecnologia a televisão e o rádio tradidicional não irão encontrar fortes concorrentes?Os ouvintes de rádio e os telespectadores trocaram os velhos companheiros pela praticidade e agilidade da internet?
Vamos esperar para ver, mais acredita-se que essas novas mídias estão chegando no mercado com tudo e pra ficar!

sábado, 17 de maio de 2008

Jornalista de afiliada da Rede Globo sofre atentado na Grande São Paulo

O repórter Edson Ferraz, da TV Diário - afiliada da Rede Globo em Mogi das Cruzes, Grande São Paulo - foi vítima de um atentado na madrugada desta sexta-feira, 16.
O jornalista voltava para casa em uma viatura da emissora quando foi cercado por um Voyage. De dentro do veículo, um homem encapuzado atirou duas vezes. O jornalista saiu ileso e os criminosos fugiram.
A emissora ainda não se pronunciou sobre o caso. Há suspeitas de que o atentado esteja ligado a uma reportagem feita pelo profissional que foi ao ar no "SPTV" do último dia 7 de maio.
Na reportagem, Ferraz informava a denúncia que o Ministério Público Estadual fizera contra 13 investigadores do Garra (Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos), da Polícia Civil, suspeitos de envolvimento em um esquema de cobrança de propina de comércios ilegais como desmanches e casas de jogos e prostituição em Suzano, também na Grande São Paulo.
O Ministério Público fez a denúncia com base em interceptações telefônicas e na quebra do sigilo bancário do delegado Eduardo Peretti Guimarães, chefe do Garra, supostamente líder do esquema. Com a quebra do sigilo, a Promotoria teria descoberto que o delegado tinha imóveis e carros avaliados em R$ 1 milhão, embora seu salário fosse de R$ 4 mil.
Os argumentos da Promotoria foram aceitos pela Justiça de Suzano, poucos dias após a exibição da reportagem. Os 13 respondem a processo. Oficialmente, a Secretaria da Segurança Pública ainda não confirmou se a Corregedoria da Polícia Civil irá acompanhar o caso.
Comentário:
Até que ponto os jornalistas estão seguros para fazer uma matéria investigativa e denunciatória? Temos exemplos de que não existe nenhuma segurança para estes corajosos comunicadores, já que constantemente estão sofrendo ameaças de morte e que até mesmo morrem pela coragem de denunciar, como é o caso do jornalista Tim Lopes, que foi assassinado por traficantes no Rio de Janeiro.
As ameaças não são somente físicas, mas ameaças de processos que acabam inibindo os jornalistas também são constantes, como é o caso dos evangélicos que incentivados pela Igreja e pela TV Record entram com processos contra meios de comunicação (Jornal Folha de São Paulo e O Globo) e contra jornalistas que de certa forma denunciam as formas de “dinheiro fácil” da igreja.
O fato é que estamos sofrendo uma censura velada, já que tanto processos ou ameaças de morte acontecem freqüentemente.
Matéria disponível em:
http://portalimprensa.uol.com.br/portal/ultimas_noticias/2008/05/16/imprensa19439.shtml

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Cresce o número de políticos donos de meios de comunicação

No Brasil, 271 políticos são sócios ou diretores de emissoras de televisão e rádio – os meios com maior abrangência entre a população. Especialmente em ano de eleições, interesses políticos e econômicos dos proprietários de veículos de comunicação podem afetar diretamente a programação e mesmo a cobertura jornalística dessas empresas, chegando a influenciar no processo eleitoral. Apesar de estar em desacordo com a Constituição Federal, o número de políticos empresários da mídia só vem crescendo. São (ou foram) candidatos privilegiados, porque podem tirar vantagem dessa condição em campanha. O resultado fere a democracia.Dados apurados recentemente pelo Instituto de Estudos e Pesquisas em Comunicação (Epcom) revelam que 271 políticos brasileiros – contrariando o texto constitucional (artigo nº 54, capítulo I) – são sócios ou diretores de 348 emissoras de radiodifusão (rádio e TV). Desses, 147 são prefeitos (54,24%), 48 (17,71%) são deputados federais; 20 (7,38%) são senadores; 55 (20,3%) são deputados estaduais e um é governador. Esses números, porém, correspondem apenas aos políticos que possuem vínculo direto e oficial com os meios – não estão contabilizadas as relações informais e indiretas (por meio de parentes e laranjas), que caracterizam boa parte das ligações entre os políticos e os meios de comunicação no País.











“Salta aos olhos a quantidade de prefeitos donos de veículos de comunicação. Demonstra a conveniência do Executivo em usar esses meios para manter uma relação direta com seu eleitorado”, destaca James Görgen, pesquisador do Epcom.
Entre as mídias mais apreciadas pelos prefeitos, conforme a pesquisa, destacam-se o rádio OM (espaço onde acontecem os debates públicos) e as rádios comunitárias (que permitem a proximidade com a comunidade, a troca diária com o eleitorado, seja por meio da administração da rádio, seja pelo controle da programação). "Assim, eles garantem suas bases eleitorais", avalia Görgen. Já os senadores e deputados aparecem como proprietários de mídias com maior cobertura, como as TVs e FMs.
“Em ano de eleições, é difícil imaginar que esses políticos deixem de usar seus próprios meios de comunicação para tirar vantagem logo de saída na corrida eleitoral”, analisa o pesquisador, dando como exemplo os prefeitos-proprietários, que este ano podem usufruir de temporada maior que a regulamentar da campanha para fazer sua exposição positiva. “Isso dá a eles uma vantagem enorme e representa um risco à democracia”, conclui.
Em relação às regiões, relativizando as proporções de cada uma e a densidade de municípios, a pesquisa confirma a prática do chamado “coronelismo eletrônico” concentrado no nordeste brasileiro, onde prevalecem políticos controlando meios de comunicação.
Quanto aos partidos, esses políticos surgem assim: 58 pertencem ao DEM, 48 ao PMDB, 43 ao PSDB, 23 são do PP, 16 do PTB, 16 do PSB, 14 do PPS, 13 do PDT, 12 do PL e 10 do PT. Os números apresentados são resultado do cruzamento de dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) com a lista de prefeitos, governadores, deputados e senadores de todo o país.














Comentário:

Os políticos do nosso país se interessam cada vez mais pelos meios de comunicação, pela facilidade de influenciar direta ou até mesmo mascarar a opinião dos eleitores. O "coronelismo" eletrônico é evidente, pois já que no artigo citado na matéria não esta regulamentado e os detentores de cargos públicos conseguem burlar a Constituição adquirindo emissoras de rádio e televisão. Essas concessões devem ser melhor fiscalizadas porque o poder destes políticos é tão grande que abalam até mesmo a opinião eleitoral.

Matéria disponivel: http://www.fndc.org.br/ Data:20/03/2008 Por:Ana Rita Marini FNDC